Oras, foi necessário alguém protestar para que descobrissem?
No último domingo o principal jornal impresso da nossa cidade trouxe na capa uma reportagem sobre a tabela da cesta básica, uma pesquisa que é, ou era, realizada toda a semana nos principais supermercados de Maringá, e divulgado no próprio jornal, indicando os preços dos produtos que compõe a cesta básica em cada supermercado. Pesquisadores coordenados por uma professora do departamento de estatística da UEM faziam a coleta de preços. Louvável que fizessem esse serviço que poderia ser considerado de utilidade pública. Disse ‘poderia’. Foram ingênuos ao não perceber que alguns supermercados faziam promoções somente no período em que era feita a coleta de preços. E foi justamente isso que a reportagem divulgou. Sempre desconfiei, e cheguei inclusive a duvidar da integridade da pesquisa, quando via que a tabela indicava alguns supermercados, como o BIG, tendo a composição da cesta mais barata.
O Condor então resolveu proibir a entrada do pesquisador para coleta de preços, por não concordar com os parâmetros utilizados. E realmente a pesquisa acabava em parte prejudicando a empresa, pois invariavelmente ela aparecia como tendo uma das cestas mais caras.
A essa altura o caro leitor deve se perguntar aonde eu quero chegar?
Pois então vou colocar a minha percepção em relação aos preços dos principais supermercados da cidade. Reitero que é apenas a opinião de um simples consumidor que tem sua opinião sobre o assunto, e gostaria de mostrar que uma pesquisa é dispensável, quando temos as donas de casa e pais de família como principais conhecedores do assunto.
Vamos então começar pelos mais caros.
O BIG e o Mercadorama são para os bons da boca, os que fazem compras uma vez por mês e quando fazem, precisam de dois carrinhos. Cheios!!! No Super Muffato o atrativo são as promoções. Todo final de mês eles colocam produtos com um preço quase imbatível. Mas somente no final do mês. O São Francisco têm alguns itens básicos com um precinho razoável. Mas nos de última necessidade, ele consegue estragar tudo. O Bom Dia tem na qualidade dos produtos o seu ponto fraco, típico de mercadinho de bairro, e os preços se equiparam ao São Francisco. Não falarei do São Camilo pois não costumo frequentá-lo com frequencia. No entanto, dizem que os preços não são tão ruins. O Condor consegue ter alguns itens mais baratos que o São Francisco e o Bom Dia. Compro nele por conveniência, mas pude perceber alguns produtos com um preço melhor, e a feirinha de quinta também agrada. Mas o melhor de todos sem dúvida é o Cidade Canção. Digo isso de uma maneira geral, não somente dos itens da cesta básica. A qualidade e o preço das carnes é boa. O único senão talvez fique por conta da feirinha de quarta onde os preços não são tão atrativos.
Talvez exista alguma diferença de uma unidade para outra, de um bairro para outro. Mas no geral é isso o que acho.
E da próxima vez que algum jornal quiser divulgar alguma pesquisa, melhor perguntar para quem entende do assunto: a dona de casa. Fique a vontade para discordar! E espero que os supermercados tomem isso como uma pesquisa de mercado, para melhorar o que precisa ser melhorado.
Por falar em preços:


O slogan desse ano é ‘uma festa de luz’. Dessa vez o Papai Noel não descerá a Catedral de rappel. Este ano chegará de carruagem. Haverá queima de fogos e a tradicional inauguração da iluminação da Catedral. Crianças ganharão gorros. Amanhã a noite também será acessa a iluminação das praças e ruas da cidade.


A Secretaria de Saúde convoca todos os homens e mulheres entre 20 e 39 anos, para a campanha de vacinação contra a rubéola, que acontecerá a partir deste sábado, 9 de agosto, até o dia 13 de setembro.