Fórmula Indy tem Danica Patrick
Os brasileiros se acostumaram a assistir a Fórmula 1, e aprenderam a gostar da corrida assim como gostam de futebol.
Mas tenho certeza que muitos, como eu, se decepcionam a cada ano que passa e ela continua a mesma, sem as emoções das ultrapassagens. A diferença entre os carros é tamanha, que muitas corridas são decididas na largada. Pra não dizer antes dela.
A Globo, diga-se Galvão Bueno e CIA, tenta a todo custo levantar a categoria. Os jovens que nasceram até dez anos atrás, não tiveram a oportunidade de assistir provas em que a liderança mudava de uma volta para outra, sem a necessidade de um pit-stop.
Os mais velhos ainda acompanham as corridas na expectativa de rever as emoções de antigamente. Mas os mais novos simplesmente ignoram dizendo não ter graça nenhuma.
Temos que concordar!
Ainda existe uma luz no fim do túnel. Essa luz na verdade existe a muito tempo, mas os dirigentes da F1 não enxergam ou não querem enxergar.
Ela se chama Fórmula Indy. Na verdade eu penso que eles são orgulhosos demais para dar o braço a torcer.
Cada vez que assisto uma corrida dessa categoria, tento entender a razão de existir tanta diferença entre uma e outra. Os carros correm lado a lado.
No último final de semana, mais uma prova de que a IndyCar cresce mais do que a prima rica. Eles sabem fazer marketing.
A única mulher a correr na categoria, Danica Patrick, conseguiu sua primeira vitória na categoria. Foi a primeira mulher a ganhar uma prova de ponta. A prova foi no circuito oval Twin Ring Motegi no Japão. Estava prevista para ser realizada na madrugada de sexta para sábado, mas foi adiada por causa da chuva.
A Band dançou nessa.
Veja e escute toda a emoção do locutor japonês na chegada da prova. E a emoção da piloto de 26 anos, que chegou pela primeira vez na frente depois de 50 corridas.
É bom os dirigentes da Fórmula 1 ficarem espertos, a Indy já corre na frente!
Fotos: Shuji Kajiyama/Associated Press
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