Bicicletas para nossas ciclovias
Durante esse ano de 2008 vou escrever vários posts falando um pouco da cultura japonesa.
Essa é a forma que encontrei para homenagear o centenário da chegada dos imigrantes japoneses ao Brasil.
No Japão o meio de transporte mais comum e mais utilizado é o trem. Os brasileiros com certeza já ouviram falar sobre o famoso trem-bala chamado por lá de Shinkansen (sobre ele eu falarei em outro post).
Pois bem, outro meio que os japoneses utilizam bastante é a bicicleta. É comum ver até mesmo executivos de terno e gravata pedalando.
O uso desses dois meios fica evidente nos estacionamentos de bicicleta que encontramos ao lado das várias estações de trem espalhadas pelo país. Centenas, as vezes milhares de bicicletas ficam nesses estacionamentos.

As pessoas vão de casa até a estação pedalando, deixam a bicicleta no estacionamento, pegam o trem para ir ao trabalho, e no final do dia retornam, pegam a bike e voltam para casa.
É preciso prestar muita atenção no local exato onde ficou a "magrela".
Pergunta: e os japoneses não correm o risco de roubo de bicicleta? Claro que sim. Mas muitas bicicletas também são esquecidas pelos donos.
Quando não conseguem encontrar a sua, alguns acabam pegando outra qualquer. Por isso não adianta ter uma bicicleta em bom estado de conservação.
Como os brasileiros adoram levar vantagem em tudo, muitos que moram no Japão não compram bicicleta. Preciso explicar?!!
Nas fábricas o espaço reservado para estacionar "a bixinha" também é grande.
Uma coisa que, enquanto morei no Brasil nunca havia pensado em fazer, foi andar de bicicleta em dia de chuva segurando um guarda-chuva. No Japão isso chega a ser inevitável.

O duro é enfrentar uma chuva com vento. Chega a ser engraçado.
Enfim, é algo que eu gostaria de ver no já conturbado trânsito das nossas cidades. Pelo menos assim, os gastos com as ciclovias seriam justificáveis.
Mas existem muitas diferenças, a começar pelo respeito dos motoristas, tanto com os pedestres, como com os ciclistas. Seria algo para ser trabalhado desde criança.
Por falar em ciclovias:











Quem sabe daqui a uns 40 anos, se o rumo da educação mudar (o que eu duvido, já que a criança não vai se auto-educar diferente, ela sempre pega o exemplo dos pais...) (Comentar)
Acredito que pode dar certo aqui, é claro.
Álias, se usa bicicleta em Maringá mais do que muita gente imagina. Basta ficar das 18 às 19 horas nas avenidas Tuiuti, Pedro Taques, Moragueira e Mandacaru para comprovar. São milhares de ciclistas.
Sobre a melhoria da nossa educação ela é condição para o desenvolvimento que nós queremos para a nossa cidade e o nosso país. (Comentar)
Ass: O Cara! (Comentar)