Issamu

Um simples blog de Maringá

15 minutos de fama por um voto

Totalmente alheio a premiação do Oscar, que pra mim é pura conversa fiada, resolvi passar o pseudo feriado de carnaval assistindo filmes. Por mais que eu tente assistir carnaval pela TV, é muito tedioso. Um verdadeiro desfile de carneirinhos pra sono. 

Dentre os filmes que tive a oportunidade de ver, me chamou a atenção o tema abordado no “Promessas de um cara de pau” com Kevin Costner. Só o tema, pois o filme em si é um desastre. A começar pelo título. Engano seu imaginar que o protagonista vai prometer alguma coisa. Total engano de quem do original “Swing Vote”, conseguiu a façanha de dar esse título. As cenas não tem muito nexo. Em algumas temos a sensação de que foram jogadas no meio da trama. A atuação de Costner, apagada. Até mesmo a filha dele no filme interpretada por Madeline Carrol, se sobressai.

Kevin Costner e Madeline Carrol
Kevin Costner e Madeline Carrol

Realmente uma pena, pois se o tema fosse melhor desenvolvido, faria bonito nas telonas. 

O filme se passa em uma cidadezinha, onde o ator principal tem nas mãos a chance de escolher o próximo presidente dos Estados Unidos. Um único voto para definir o futuro de toda a nação. Os dois candidatos fazendo campanha para um simples eleitor. Toda a imprensa nacional baixando na cidade. Agora pegue tudo isso e pense se não seria possível desenvolver um ótimo longa metragem.

Mas a única coisa boa que ele consegue, é nos fazer pensar.

Cada vez que acontece uma eleição no Brasil, mais acredito naquilo em que o ator fala no começo do filme: “votar nos dá a sensação de que podemos controlar alguma coisa, mas não importa em quem você vota, isso não muda o fato de que não podemos pagar seguro de saúde”. Por mais que eu queira acreditar que eleição é um tipo de “contrato social”, o meu voto sozinho é incapaz de mudar o resultado de uma eleição. E como posso fazer um contrato com alguém em quem não votei e muito menos confio? Isso me deixa muito chateado.

Se pelo menos tivesse a chance de, assim como no filme, decidir o resultado, talvez tudo fizesse sentido pra mim. Apesar de tudo, ainda continuo acreditando nessa droga de país. Ao contrário do camarada que diz “esse país não me merece”.

Por falar em país:

One Response

  1. This is really a nice blog,i always come here and read the articles