Vivemos para quê?
Posted on March 28th, 2006 in Uncategorized |
Passamos parte de nossa infância, pré-adolêscencia e adolescência estudando. Quando deixamos de ser teenagers, ou continuamos estudando ou então partimos para o nosso primeiro emprego.
Isso se for possível somente estudar, pois muitos precisam trabalhar para conseguir manter os estudos e alguns até mesmo antes de terminar o ensino fundamental, meu caso.
Voltando ao raciocínio, passada a adolescência temos que trabalhar para termos uma aposentadoria tranquila ou mesmo conseguir sobreviver durante este estágio de nossas vidas.
Passamos em média 35 anos trabalhando. Parte deles dedicados à nós mesmos e outra parte dedicada as nossas famílias, sobretudo nossos filhos.
Quando chega a aposentadoria, talvez você consiga encontrar a resposta para a pergunta, talvez nunca, mas se você fizer o melhor possível para ter uma vida digna e jamais pensar somente em manter posses, carro, casa, dinheiro, talvez encontrará mais facilmente a resposta.
Ter posses é bom, mas pode não ser tudo.
Parece prematuro dizer mas, a muito tempo descobri que o que vai me fazer feliz não é o carro novo na garagem, as roupas mais caras da loja mais cara do shopping mais chique da cidade, os aparelhos mais avançados tecnologicamente falando, nem a conta recheada de dinheiro no banco.
O máximo que você vai conseguir é ser admirado (invejado) por outras pessoas que podem passar a te respeitar e querer a sua amizade por aquilo que você possui, não pelo que você é.
Claro que riqueza de bens contribui para que tenhamos uma vida sem muitas atribulações, mas também pode ocorrer o contrário, atrair atribulações.
Vou dar um exemplo: ter carro é bastante cômodo, mas sua manutenção, impostos, sem contar o combustível, o vendedor não te informa, mas eles vêm como “ítens de série”. Não eles não são opcionais. Os “opcionais” (quando ocorrem) são os prejuízos com um acidente, com um roubo de toca cds, com o roubo do próprio carro.
Bem, talvez tenha exagerado, mas foi apenas um exemplo.
Retornando novamente ao racíocio, jamais utilize as pessoas para conseguir as coisas. Essas pessoas podem ser as “otárias” de hoje, mas certamente saberão que na verdade quem foi otário o tempo todo, foi quem um dia a fez de “otária”.
Já ouviu dizer que a felicidade é relativa? O que faz uma criança que não tem o que comer feliz, certamente não é o Mercedez zerinho na garagem, porque com certeza nem garagem ela terá para guardar o carro. Ela poderia vender para conseguir dinheiro diria você, e eu respondo que sim. Mas não seria suficiente.
Bom, aonde quero chegar? Quero a respota para a pergunta. Fazemos tudo o que fazemos, lutamos para conseguir tudo o que conseguimos para quê afinal?
A resposta para a pergunta talvez esteja naquilo que fazemos por outras pessoas, ajudá-las sem almejar nada em troca. Ter amigos que sabem que podem contar contigo quando precisarem, mesmo que você não possa ajudá-las financeiramente. Momentos felizes juntos, passeios, conversas fiadas.
Talvez não tenha sido muito claro para você, mas nem é preciso. O que escrevo aqui, escrevo as vezes para mim mesmo. Tentando encontrar a resposta que ainda não encontrei para uma das muitas perguntas que fazemos em certos momentos da vida.
![]() Lar Escola da Criança de Maringá porque “é preciso educar o coração” |
